CARTA AOS JOVENS ! Eu era uma jovem "sarada", criada em uma excelente família de classe
média alta. Meu pai é engenheiro eletrônico de uma
grande estatal e procurou sempre para mim e para meus dois irmãos dar tudo
de bom e o que tem de melhor, inclusive liberdade que eu nunca soube aproveitar.
Aos 13 anos participei e ganhei um concurso para modelo e manequim
para a Agência Kasting e fui até o final do concurso que selecionou as novas
Paquitas do programa da Xuxa.
Fui também selecionada para fazer um Book na Agência Elite em São Paulo.
Sempre me destaquei pela minha beleza física, chamava a atenção por onde
passava. Estudava no melhor colégio.
Tinha todos os garotos do colégio aos meus pés. Nos finais de semana
frequentava shopping, praias, cinema, curtia com minhas amigas tudo o
que a vida tinha de melhor a oferecer às pessoas saradas, física e mentalmente.
Porém, como a vida nos prega algumas peças, o meu destino
começou a mudar em outubro de 1994. Fui com uma turma de amigos para a
OCTOBERFEST em Blumenau. Os meus pais confiavam em mim e me liberaram
sem mais apego. Em Blumenau, achei tudo legal, fizemos um esquenta em um
famoso barzinho da Rua XV. À noite fomos ao "PROEB" e no
"Pavilhão Galego" tinha um show maneiro da Banda Cavalinho Branco.
Aquela movimentação de gente trimaneira. Eu já tinha experimentado
algumas bebidas, tomava escondido da minha mãe o Licor Amarula, mas
nunca tinha ficado bêbada. Na quinta feira, primeiro dia de OCTOBER,
tomei o meu primeiro porre de CHOPP. Que sensação legal curti a noite
inteira "doidona", beijei uns 10 carinhas, inclusive minhas amigas
colocavam o CHOPP numa mamadeira misturado com guaraná para enganar os
"meganha", porque menor não podia beber; mas a gente bebeu a noite
inteira e os "otários" não percebiam.
Lá pelas 4h da manhã, fui levada ao Posto Médico, quase em coma
alcoólico, numa maca dos Bombeiros. Deram-me umas injeções de glicose para melhorar.
Quando voltei ao apartamento quase "vomitei as tripas",
mas o meu grito de liberdade estava dado. No dia seguinte aquela dor
de cabeça horrível, um mal estar daqueles como tensão pré-menstrual.
No sábado conhecemos uma galera de S. Paulo, que alugaram um "ap" no mesmo prédio.
Nem imaginava que naquele dia eu estava sendo apresentada
ao meu futuro assassino... Bebi um pouco no sábado, a festa não estava
legal, mas lá pelas 5:30h da manhã fomos ao "ap" dos garotos para
curtir o restante da noite. Rolou de tudo e fui apresentada ao famoso
baseado "Cigarro de Maconha", que me ofereceram.
No começo resisti, mas chamaram a gente de "Catarina careta", mexeram com nossos brios e
acabamos experimentando. Fiquei com uma sensação esquisita, de baixo astral,
mas no dia seguinte antes de ir embora experimentei novamente.
O garoto mais velho da turma, fazia carreirinha e cheirava um pó branco
que descobri ser cocaína. Ofereceram-me, mas não tive coragem, naquele dia.
Retornamos para casa mas percebi que alguma coisa tinha mudado,
eu sentia a necessidade de buscar novas experiências, e não demorou muito
para eu novamente deparar-me com meu assassino "DRUGS". Aos poucos meus melhores amigos
foram se afastando quando comecei a me envolver com uma galera da
pesada, e sem perceber eu já era uma dependente química, a partir do
momento que a droga começou a fazer parte do meu cotidiano.
Fiz viagens alucinantes, fumei maconha misturada com esterco de cavalo,
experimentei cocaína misturada com um monte de porcaria. Eu e a galera descobrimos
que misturando cocaína com sangue o efeito dela ficava mais forte, e aos
poucos não com partilhávamos a seringa e sim o sangue que cada um cedia
para diluir o pó. No início a minha mesada cobria os meus custos com as
malditas, porque a galera repartia e o preço era acessível.
Comecei a comprar a "branca" a R$ 7,00 o grama, mas não demorou muito para
conseguir somente a R$ 15,00 a boa, e eu precisava no mínimo 5 doses diárias.
Saía na sexta-feira e retornava aos domingos com meus "novos amigos".
Às vezes a gente conseguia o "extasy", dançávamos nos "Points" a noite inteira
e depois farra. O meu comportamento tinha mudado em casa, meus pais perceberam,
mas no início eu disfarçava e dizia que eles não tinham nada a ver com a minha vida.
Comecei a roubar em casa pequenas coisas para vender ou trocar por drogas.
Aos poucos o dinheiro foi faltando e para conseguir grana fazia
programas com uns velhos que pagavam bem. Sentia nojo de vender o meu corpo,
mas era necessário para conseguir dinheiro. Aos poucos toda a minha família foi se
desestruturando.
Fui internada diversas vezes em Clínicas de Recuperação. Meus pais sempre com muito
amor gastavam fortunas para tentar reverter o quadro. Quando eu saía da Clínica
aguentava alguns dias, mas logo estava me picando novamente. Abandonei tudo:
escola, bons amigos e família. Em dezembro de 1997 a minha sentença de morte foi
decretada; descobri que havia contraído o vírus da AIDS, não sei se me
picando, ou através de relações sexuais muitas vezes sem camisinha.
Devo ter passado o vírus a um montão de gente, porque os homens pagavam
mais para transar sem camisinha. Aos poucos os meus valores, que só agora
reconheço, foram acabando, família, amigos, pais, religião, Deus, até Deus,
tudo me parecia ridículo. Meu pai e minha mãe fizeram tudo, por isso nunca vou deixar
de amá-los. Eles me deram o bem mais precioso que é a vida e eu a joguei pelo ralo.
Estou internada, com 24kg, horrível, não quero receber visitas porque não podem me ver assim,
não sei até quando sobrevivo, mas do fundo do coração peço aos jovens que não
entrem nessa viagem maluca... Você com certeza vai se arrepender assim como eu,
mas percebo que é tarde demais pra mim.
OBS.: Patrícia encontrava-se internada no Hospital Universitário de Florianópolis.
Descreve a enfermeira Dane, que Patrícia veio a falecer 14 horas após terem
escrito essa carta, de parada cardíaca respiratória em consequência da AIDS. PEÇO-LHES QUE ENVIEM ESSA CARTA A TODOS ... SE ELA CHEGOU A SUA MÃO
NÃO É POR ACASO! SIGNIFICA QUE VOCÊ PODE E FOI ESCOLHIDO PARA AJUDAR ALGUÉM!
O CONTEÚDO DESSA CARTA ACONTECE TODOS OS DIAS NO BRASIL E NO MUNDO.
Caro jovem, sabemos que a entrada no caminho das drogas é muito fácil, porém a saída é bastante difícil. Mas não se desespere, pois ainda há uma esperança para você: Jesus Cristo, o Filho de Deus. VerdadeiroAmor.com - o site do grande amor de Deus !!! |
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